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Um amor pra vida toda

Capitulo 1

México 2013…

Alô…

Alô Gabriela… é o Fernando…

Gabriela sabia exatamente quem era, porem um nervosismo tomou conta do seu ser quando ela escutou aquela voz, que repetiu o nome dele em um tom de indagativa…

Gabriela: Fernando?

Fernando: Sim… O Fer Colunga!

Gabriela estava rodeada pelas pessoas que trabalhavam com ela, e ao identificar quem era do outro lado da linha ela se levantou e foi em direção a um banheiro que ficava próximo dali, e após trancar a porta rapidamente atrás de si ela respondeu…

Gabriela: Eu sei que é você Fernando… Sua voz é inconfundível…

Fernando: Achei que não tinha me identificado… Você esta bem?

Gabriela: Sim, e você ?

Fernando: Melhor agora que estou falando com você…

Gabriela sentiu um frio em sua barriga ao escutar ele falando aquilo… Porem  ficou em silencio…

 Fernando então entendeu o silencio dela, e falou novamente…

Fernando: Gaby eu estou instalado em uma fazenda próximo da onde você esta gravando seu programa…

Gabriela não sabia o que dizer, e percebendo que ele esperava uma resposta ela falou a primeira coisa que lhe veio na mente!…

Gabriela: Sei…

Fernando: Eu vi que você estava aqui por um noticiário, e achei uma grande coincidência do destino… Gaby  desde então não consigo parar de pensar em te ver e em conversar com você…

Gabriela: Foi por isso que me ligou?

Fernando: Foi também… Mais principalmente por que eu realmente gostaria de te ver…

Gabriela: Você acha isso uma boa ideia?!

Fernando: Sim!… Gaby venha até aqui na fazenda antes de ir embora para que a gente possa conversar…

Gabriela: Olha Fernando eu não sei… Você sabe que sempre sou eu quem sai machucada depois dessas conversas…

Fernando: Gaby por tudo que é mais sagrado, e pelos bons sentimentos que mantém ou já manteve por mim… Venha! Eu preciso tanto te ver e te dizer algumas coisas…

Gabriela: Eu não sei… Sinceramente não sei… Mais me passe o endereço… Não te prometo nada mais… (Gabriela não concluiu a frase e então depois de pensar alguns segundos disse abruptamente) Me passe o endereço Fernando…

Gabriela anotou o endereço e depois se despediu formalmente de Fernando…  Ela desligou o celular e por alguns minutos permaneceu parada apenas relembrando um momento do seu passado…

Sua história com aquele homem que acabava de lhe ligar, já tinha tidos milhares de momentos dolorosos… Porém teve poucos tão maravilhosos que desde que o conheceu jamais conseguiu se apaixonar verdadeiramente por outro homem…

Gabriela: Fernando….

Gabriela não conseguia sair daquele transe… Ninguém mexia tanto com ela como aquele homem… Ela olhou fixamente para um espelho que estava a sua frente naquele banheiro e então deixou as memórias tomarem conta da sua mente…

Gabriela…

Instantâneo… Essa é a palavra apropriada para descrever o momento em que o conheci… Ao encarar aquela iris castanha eu tive certeza que minha vida não seria a mesma. Embora minha mente gritasse para que eu não ouvisse aquela doce voz que soava do meu coração, afinal, aquele definitivamente não era o momento. O ano era 1998, eu havia acabado de mudar de país por uma proposta de trabalho, não era uma simples proposta de emprego, era a possibilidade de crescer na minha carreira. Me mudei para o México motivada pela chance de ganhar um papel na novela A Usurpadora, mas não sabia que tudo aquilo mudaria completamente o rumo do meu destino.

Entrei naqueles grandes estúdios com uma mistura de deslumbramento e medo, não conhecia ninguém ali, todos os temores se fizeram presente em minha mente enquanto eu caminhava por aqueles corredores. Pessoas apresadas passavam por mim sem nem ao menos notar minha presença, sabia que seria mais uma naquele país, estava disposta a lutar pelo meu sonho sob olhares desconfiados dos demais. Mas não conseguia convencer o meu coração a acalmar-se, sentia minhas pernas tremerem, minha respiração se acelerar a cada passo dado e meu coração pulsar freneticamente por dentre meu peito. Perdida em meus conflitos internos não notei a aproximação de alguém que ficaria marcado para sempre em minha vida e em meu destino.

Um homem moreno, forte e de porte alto caminhava na direção contrária distraído lendo uma pequena quantidade de folhas de papel.

E foi quando o destino resolveu intervir em minha vida…

Quando estávamos passando um pelo outro, quase nos chocamos. Mas antes que isso ocorresse, eu consegui o olhar e desviar de seu caminho.

Porém quando dei um passo a frente, algo passou ao meu lado me fazendo perder todo o equilíbrio que restava em meu corpo. Não posso descrever o que ou quem foi o instrumento cupido da história, porque depois que vi seus olhos sobre os meus, perdi qualquer noção de realidade que um dia existiu em minha mente.

Quando eu me desequilibrei, senti duas sensações distintas. A primeira foi da queda iminente, devido ao meu nervosismo, minhas pernas acabaram me tracionando e não pude raciocinar a tempo de evitar a ida ao chão.

Entretanto, quando pensei que encontraria o choque do meu corpo com o maciço piso, senti algo me segurar. E quando me dei conta, seus braços já rodeavam a minha cintura, sua face estava próxima da minha e seus olhos fixos nos meus.

Não posso precisar o tempo que ficamos naquela desconfortável posição. Meu corpo quase tocando o chão e ele quase ajoelhado usando seus fortes braços como suporte para me segurar.

A distancia entre os nossos corpos estava tão limitada que podia sentir seu aroma amadeirado invadindo meus pulmões, e me entorpecendo.

Ele olhava para minha face com um brilho no olhar que eu poucas vezes havia visto, apenas enxergava aquela mirada com o Miguel fixava seus olhos em mim. Miguel. O seu nome veio ecoando fortemente em minha mente me trazendo violentamente de volta a realidade.

Rapidamente saí dos braços do meu salvador e tentei me recompor. Não conseguiria olhar em seus olhos para agradecer com o meu coração batendo freneticamente e com o seu perfume imperando em minha mente.

Depois de alguns segundos finalmente me senti segura o bastante para olhar novamente para sua iris castanha.

"Gabriela: Ai… mui..to .. obrigada. Mas que desastrada eu sou.

Pessoa X: Não precisa agradecer, não foi sua culpa. - Disse enquanto olhava firmemente em meus olhos e intercalando também em minha boca.

Gabriela: Bom, mesmo assim obrigada. É que sou nova aqui e não sabia muito bem por onde ir…. - Tentei de todas as formas justificar minha maneira desastrada naquela manhã, mas com ele me olhando daquela maneira as palavras ficaram escassas em minha boca.

Pessoa X : Bem que notei que nunca tinha visto você por aqui, um belo rosto é difícil de esquecer.”

Acho que ele percebeu o modo que fiquei depois dessa declaração, as maçãs do meu rosto se enrubesceram e meu olhos se sobressaltaram, assim como o meu coração.

"Pessoa X: Mas que indelicadeza da minha parte, ainda nem me apresentei. Meu nome é Fernando. Fernando Colunga. 

Gabriela: Me chamo Gabriela Spanic, mas pode me chamar de Gaby.”

E como gesto comum de duas pessoas educadas que se conhecem, nos demos as mãos nos cumprimentando. Um grande erro. Ao tocar sua forte mão, um choque fora do comum percorreu todo o meu corpo, e instintivamente retirei minha mão da dele. Não a tempo de deixar que onde sua pele havia tocado formigasse e meu sangue fervesse. Sabia que não podia, não deveria estar sentindo tudo aquilo, afinal era uma mulher casada e que amava profundamente o seu marido. Mas meu coração parecia não se importar com nada disso e enviava a cada segundo mensagens desconfortantes para o meu corpo.

“Gabriela:  É… é tenho que ir – Falei gaguejando pela chuva de emoções que me invadiram…

Fernando: Espere – disse segurando meu braço me impedindo de sair e deixando minha pele sensível – Talvez eu possa te ajudar a chegar onde você quer…

Gabriela: É … Eu não, não quero te incomodar

Fernando: Não será incomodo, pelo contrario – disse com um sorriso encantador nos lábios, o que fez minhas pernas balançarem e meu coração se sobressaltar…”

Só a lembrança daquele sorriso me fazia estremecer… Apesar da primeira impressão que ele tinha me causado, quando nos conhecemos, ainda não sabíamos das artes que o destino estava arquitetando.

As lembranças daquele dia caíram em minha mente como uma tempestade interminável…

Sua voz, apenas sua voz acabara por despertar em mim todos aqueles sentimentos adormecidos…

Os tempos eram outros, já não éramos mais aqueles dois jovens recém apaixonados de 15 anos atrás. A vida nos havia separado e nos guiado para caminhos distintos, sentia que talvez tivesse conseguido abafar todo aquele amor que já me havia feito sofrer com o passar do tempo, como se a cada dia que transcorresse, uma pagina fosse virada, mais me enganei…

Quando comecei o meu novo projeto, o meu programa para mostrar a beleza deste maravilhoso país, e passei por aquele lugar aonde gravamos as cenas da novela que nos tinha unido novamente, me entristeci… Em Soy Tu Dueña tivemos uma chance, chance essa que desperdiçamos… E então naquele momento eu tive uma quase certeza que havia conseguido fechar e guardar aquele livro que descrevia nossa história… Porém sua ligação, sua voz induziram o meu coração a ter certeza que aquela história estava longe do fim…

Escrito por:

Andrea Monteiro (https://twitter.com/MissBracho_)

Dayane Cristina (https://twitter.com/DayCristinaa

Karina Célia (https://twitter.com/KarinaCelia)

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hace 5 meses on 11 Febrero 2014 @ 10:12pm 3 notas
Anónimo
kiero el capitulo 24 de el diario de ivana dorantes.... esta buenisimo

Hola! Entraré en contacto con la autora de esta historia, vamos a pedirle que la suba lo más pronto posible! Gracias!

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hace 5 meses on 11 Febrero 2014 @ 9:38pm 1 nota

Capítulo 23

Naquela manhã eu acordei super disposta, depois daquela noite incrível com meus amores eu tinha energia para três pessoas. Levei Gabo à escola e resolvi fazer algo diferente. Ao invés de ir à academia ou correr na esteira da minha casa, resolvi correr no parque. Estranhei que Fer ainda não tinha me ligado nem me mandando nenhuma mensagem e, como eu queria passar a manhã com ele, mandei uma mensagem o chamando para me acompanhar na corrida.

Mensagem enviada:

 Bom dia, garotão! Estou correndo no parque, o que acha de se juntar a mim?

Mensagem recebida:

 Bom dia, minha menina! Eu adoraria, mas infelizmente não posso. Blanca me chamou para tomar café da manhã com ela, nós temos que resolver uns assuntos a respeito da peça, depois eu te conto tudo. Te amo!

 Tomar café com a Blanca? Eu não estou com ciúmes! Eu não estou com ciúmes! Eu estou com ciúmes!! Eu estou com ciúmes, muitos ciúmes!!! Porque ele não me avisou que ia tomar café da manhã com essa menina? E se eu não tivesse mandando mensagem, eu nem iria saber? Será que eles não podem resolver os assuntos da peça nas reuniões?

Eu estava sendo trocada por essa Blanca, pela segunda vez? Eu realmente estava bufando de raiva. Até porque eu não sou obrigada ver meu namorado ao lado de uma mulher que meia imprensa acha que é namorada dele.

Mensagem enviada: 

 Ok! Tenha um bom dia com a sua amiga.

Mensagem recebida:

 E U T E A M O, assim que acabar te ligo!

“Eu te amo” hunf, eu não duvidava do amor de Fernando por mim, não depois de tantas provas que ele me deu e também não era de acreditar muito nos tabloides, mas algo na minha intuição feminina que, diga-se de passagem, nunca falha, me dizia que tinha algo nessa história que eu não sabia. E eu realmente gostaria de estar enganada. Eu precisava conversar com alguém, então resolvi ligar para o meu melhor amigo:

- Hey, está ocupado, Bernie?

 - Pra você,nunca, mas parece que você que anda sem tempo para o seu amigo aqui.

 - É verdade, nós temos nos falado tão pouco ultimamente e temos tanto o que conversar e eu preciso muito desabafar com um amigo. Que acha de tomarmos um café juntos?

- Acho maravilhoso, eu estou com saudade das nossas conversas. Você está em casa? Eu posso passar aí. 

- Não, eu estou no parque, eu estou a pé, se você puder vir me buscar.

- É claro que eu posso. Em 20 minutos eu estou aí.

 - Ok! Estarei sentada na grama, embaixo da árvore perto da entrada te esperando, se você não me achar é só me ligar.

- Ok, Gaby! Já chego aí. Beijos

Desligando o telefone fui para debaixo da árvore esperar Bernie e pensar sobre tudo, toda a minha disposição e animação pra correr tinha ido por água abaixo. Eu não deveria ser tão ciumenta, mas eu sei que tinha motivos, alguma coisa me dizia que eu tinha motivos.

Eu estava deitada sobre a grama com os olhos fechados, pensando em como a minha vida mudou em tão pouco tempo. Eu não me imaginava mais sem Fernando, ele já era parte de mim, mas não era certo eu ser tão dependente de alguém assim. As gravações do meu programa começam semana que vem e a peça dele também já está perto de estrear e eu ainda tenho que apresentar Fer para minha família, mas isso não vai ser problema já que ele já tinha conquistado o coração de Gabo,que é a única pessoa que me importa se vai gostar ou não de Fernando e do nosso relacionamento.

Perdida em meus pensamentos eu me assustei quando Bernie soprou contra meus lábios. Nossos lábios estavam muito perto, perto demais pra falar a verdade.

- Você me assustou – Disse levantando assustada e o afastando de mim

- Você estava tão perdida em seus pensamentos que nem me viu chegar – Ele estendeu a mão para me ajudar a levantar

- É, eu… Preciso tanto conversar com você sobre tudo que está acontecendo.

- Então vamos à cafeteria e você me conta tudo que está preocupando essa cabecinha linda?

- Na verdade Bernie, eu não estou com vontade de tomar nada, se você quiser, podemos conversar aqui mesmo.

- O que você quiser, linda! Vem, vamos sentar - Ele sentou, me fazendo deitar e colocar minha cabeça sobre suas pernas – Pode desabafar – Disse ele fazendo cafune em meus cabelos.

- Eu e Fernando estamos juntos

Quando eu disse isso à expressão de Bernie mudou, e não era a expressão de surpresa que eu acharia que ele faria e sim uma expressão de preocupação. E ele não disse nada, apenas ficou em silêncio. Sentando-me perguntei:

- O que foi? Por que você ficou quieto? Eu pensei que você ficaria surpreso 

- Não, na verdade não estou surpreso, eu notei os ciúmes dele na sua festa e a troca de olhares de vocês quando ele foi até a sua casa – Ele deu uma pausa e continuou - Você acha que ele é o cara certo pra você?

O cara certo pra mim? O que ele queria dizer com isso?

- Eu o amo, Bernie! Eu nunca senti isso por ninguém. Mas porque você está me perguntando isso?

- Porque desde que eu percebi que estava acontecendo algo entre vocês, eu pesquisei sobre ele e… Gaby, eu sei que a imprensa mente muito, mas todos os sites falam que ele e uma talatriz chamada Blanca Soto são namorados ou tem um caso, eu não sei o que se passa entre eles, mas vi que vivem juntos e tem muitas fotos deles dois que… Gaby, eu sou homem e em algumas daquelas fotos dá para reparar que eles têm uma intimidade muito maior do que de dois companheiros de trabalho.

Então não era só eu que pensava isso,o meu melhor amigo achava a mesma coisa que eu? E essa Blanca era tão bonita…

- Você está querendo dizer que ele tem algo com essa mulher?

- Não, Gaby na verdade, eu não sei qual é o relacionamento de vocês, mas para você me dizer que o ama, é porque é algo sério. Mas eu sinceramente acho que sim, já aconteceu algo entre eles e eu não quero que você se magoe.

- É cômico você me falar sobre a Blanca porque, em parte, foi sobre ela que eu queria conversar com você. – Continuei – Eles vão fazer uma peça juntos e hoje quando liguei para ele, ele estava tomando café com ela, me disse que estava resolvendo assuntos sobre essa tal peça, mas ele nem sequer me avisou nada, Bernie. Ele me liga todos os dias pela manhã e hoje porque estava com ela, não me ligou. É como se quando ele estivesse com ela, ele se esquecesse de mim. E ainda tem todas essas especulações deles já terem tido algo. Eu já tinha descartado essa ideia, mas depois de hoje eu… Eu sei que ele merece minha confiança, mas eu não sei se ela merece entende?

 - Ele pode até merecer a sua confiança, mas mesmo assim fique de olho – Ele passou o dedo na ponta do meu nariz – E se alguém fizer você sofrer, vai ter que se ver comigo. 

- Você não existe, Ber! – Disse dando um abraço apertado nele. Eu amava o Bernie, ele era como o meu irmão, a pessoa que eu sempre podia contar e conversar sobre tudo. 

Passamos uma manhã agradável, acabamos comendo ali no parque mesmo. Eu contei como reencontrei Fernando, ele me contou sobre sua separação com Shirley, o que me deixou muito chateada, principalmente pelo fato deles terem uma filhinha. Quando eu perguntei o motivo Bernie desconversou. Bem, se ele não queria contar, quem era eu pra insistir, não é mesmo?

Então, Fernando me ligou, senti vontade de ignorar a ligação, mas achei melhor atender. 

- Oi – Falei em um tom seco

 - Oi, amor! Eu estou na porta da sua casa. Precisamos conversar, pode se arrumar sem pressa que eu te espero.

- Eu não estou em casa

- Hmm… Não tem problema, me fala onde você está que eu te busco.

E agora? Fernando morria de ciúmes de Bernie e não ia gostar nada de saber que passei a manhã com ele. Mas era um ciúme tolo porque eu nunca tive nada com Bernie, somos amigos há anos. Muito diferente dessa tal relação dele com Blanca.

- Gabriela, está aí?

E agora, o que eu ia dizer?

Escrito por: Juliana Sampaio <3 (https://twitter.com/JuSaampaio) com o auxílio de outra autora.

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hace 5 meses on 11 Febrero 2014 @ 6:02am 2 notas

Regálame tu mano, y bríndame tu abrigo. Ya no quiero tropezar, yo quisiera caminar contigo… #SpaniColunga

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hace 5 meses on 8 Febrero 2014 @ 2:45pm 2 notas

Capítulo XII

Entré a casa prácticamente en la punta de los pies. Probablemente mi padre aún estaba encerrado en la biblioteca, y mi madre ciertamente viendo su telenovela sagrada. Tarde o temprano papá me iba a cuestionar y yo necesitaba prepararme psicológicamente para eso. Sabía sobrellevar su mal humor, sus reproches y sus consejos, y lo importante era que yo había cumplido mi misión aquella noche.

Subía hacia mi recámara en total silencio, cuando sentí mi móvil vibrar, aún en mi bolsillo. Una sonrisa nació espontáneamente de mis labios, él me había llamado, siendo que lo pactado entre los dos era que yo lo hiciera.

- Llegué sana y salva, por lo menos hasta el Señor Spanic darse cuenta… - lo dije imitando a Elisa, sin saludarlo. Quería disfrazar el raro estado de nervosismo y entusiasmo en el que me encontraba.

- Gabriela, Gabriela, no juegues con tu padre. Fue mucha imprudencia de tu parte haber salido de casa así, a las escondidas. No eres una niña, conoces muy bien los riesgos. – decía en tono serio y yo al otro lado de la línea me sentía realmente una niña con toda aquella advertencia de un chico solamente 2 años mayor que yo.

- ¿Me llamaste sólo para darme sermones o para saber si estoy bien? – rebatí fingiendo aburrimiento.

- Las dos cosas… - me respondió irónicamente. – Pero, como ya di mi sermón, dime, en esa media hora, ¿acaso ya pensaste con cariño en mi invitación? – su voz de mando paseó momentáneamente por una suavidad que me dejaba extremamente loca.

- Sí Fer, lo pensé… Para serte sincera desde que me lo propusiste ya tenía la respuesta, sólo que antes de contestarte, ¡quise hacerte suspense! – no tardó mucho para que pudiera oír su risa entusiasmada.

- ¿Ah sí? Sabes Gaby, a cada día me sorprendes más… Me siento tan bien a tu lado, tanto que ya necesito verte otra vez, abrazarte, agradecerte por estar ayudándome…

- ¿Ayudándote en el festival? No lo necesita, pues es al contrario, tú que me ayudas a cada día… Y yo ingrata no sé agradecerte.

- Eso no es cierto. Muy por el contrario, eres sensata. Sabes esperar que las cosas sucedan en su tiempo correcto, y te admiro mucho por eso ¿lo sabías? Y no quería decirlo por teléfono, te quería aquí conmigo, ¡ahora! – él sonrió.

- ¡No me lo digas así de nuevo si no me tomo el coche y salgo corriendo otra vez escondida, y me voy hasta ti a cobrarte con creces y corrección! – dije riendo de mi atrevimiento.

- No sería mala idea eh… - él se calló y luego siguió. – Para una buena película romántica en la cual todo acaba perfecto y todos muy felices, pero como vivimos en la realidad es mejor que te quedes ahí, quedita. Y no vuelvas a pensar en ideas malucas si no te voy a apoyar y no quiero ser mala influencia… - bromeó. – No te puedo negar que sí quiero que lo hagas, pero no debes. Lo que debes hacer es acostarte para despertarte temprano…

- Ay Fernando, tú y esa manía de superprotección… Está bien, pa tu tranquilidad desisto de mi idea pero con una condición… ¡De vernos en el intervalo SIN FALTA!

- Ah ¿ésa es tu condición? ¿Me juras que necesitaba preguntarlo? – él volvió a sonreír y me entusiasmó con su risa. – Lo acepto, ¡pactadísimo!

“Nos reímos de nuestra infantilidad, teníamos una conexión muy fuerte… Durante el tiempo que estuvimos alejados se podía notar que ambos estábamos distintos, tanto él como yo. Pero, al estar bien otra vez, todo parecía bueno y perfecto, simplemente se me olvidaban las cosas ruines o los peligros que existían a mi alrededor. Porque estar o hablar con él me hacía ver el buen lado de la vida otra vez.”

Nos despedimos, y yo, Gabriela, la que no quería nunca más en su vida volver a enamorarse, se veía con el teléfono pegado en el pecho, suspirando por cada palabra, hasta mismo por los sermones. Realmente intenté alejarme, no confundir las cosas para no estropear una amistad, pero me di cuenta de que cuando se está verdaderamente enamorada de alguien, la razón puede luchar con todas sus fuerzas, puede utilizar todos los argumentos posibles, crear obstáculos, y tras una ardua batalla de contradicciones, ella se rinde totalmente al corazón. Y desde luego el sentimiento crece, y de tal manera que tú ya no consigues y no quieres contenerlo.

Escrito por: Patrícia Duarte <3 (https://twitter.com/patysduaarte

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hace 5 meses on 8 Febrero 2014 @ 11:37am 1 nota
Anónimo
hola esto esta muy interesante

Hola, muchísimas gracias! Lo hacemos para todos los aficionados y enamorados de esta pareja memorable que hicieron Gabriela Spanic y Fernando Colunga. Beso grande!

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hace 5 meses on 8 Febrero 2014 @ 11:35am 1 nota

#SpaniColunga ♥

» via  mimbcgs   (originally  utreraicons
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hace 5 meses on 6 Febrero 2014 @ 9:56pm 10 notas

El Milagro de Navidad

fantasiamagiaassimsoueu:

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Hacía poco más de cinco años, en el Valle de los Sueños, un pequeño pueblo de ciento cincuenta habitantes, una joven pareja se separó por seguir caminos diferentes. Ella, Gabriela, hoy madre de una hermosa niña rubia, había decidido quedarse en el pueblo que la vio nascer y él, Fernando, se fue a vivir a los Estados Unidos en busca del “american dream”. Él siempre había sido más soñador y ella con los pies firmes en la tierra. Él buscaba aventura y ella estabilidad. Se amaban, pero su manera de ver la vida los distanciaba.

Habían pasado ya cinco años pero, para ella, aquel amor seguía intacto y ¡cómo no si tenía todos los días ante sus ojos la viva imagen de Fernando en miniatura! Su sonrisa, su mirada y sus rasgos soñadores y cariñosos. Nunca más había tenido noticias suyas, por lo menos no directamente porque la madre de él, muy amiga suya, le daba noticias suyas continuamente además de lo que ya ella sabía por los periódicos y por la tele. Fernando había realizado su sueño, se había ido a los Estados Unidos y había logrado su carrera de arquitecto y ella, ella también había logrado su vida. Tenía su propia tienda de artículos antiguos, tenía su propia casa y su terreno, su coche y había sacado su hija adelante sola y nunca les había faltado nada a ninguna de las dos. Lo único que a veces lamentaba era que hacía cinco largos años que no tenía pareja, ¡oh!, había tenido un novio que otro, claro que sí, no llevaba una vida de monja, pero ningún hombre parecía ser lo suficientemente bueno para vivir con ella y asumir la responsabilidad de una hija, por lo menos, no desde su punto de vista. Pero se acercaban las fiestas Navideñas y no podía no sentir cierta nostalgia de estas fiestas en familia.

Iba perdida en sus pensamientos mientras caminaba desde el supermercado hasta su casa cuando chocó con alguien.

- ¡Oh perdón! ¡No miraba por dónde iba! - Exclamó mientras cogía del suelo las pocas cosas que había comprado y al mismo tiempo intentaba reponer su gorro.

- No hay por qué, yo mismo iba distraído buscando por… - Su frase murió en sus labios cuando la mujer se levantó y se quedó frente a él. Aquellos ojos, aquella mirada, era imposible olvidar. Con el pasar del tiempo, no habían perdido ni un poco de su esplendor - ¡Gabriela! - Exclamó preso por la sorpresa de encontrarla cuando era justamente ella quién buscaba.

- Fernando… - Murmuró sin poder creer que el hombre que robaba cada uno de sus pensamientos estaba frente a ella después de tantos años.

- Déjame ayudarte. - Propuso cogiendo la bolsa en papel que Gabriela tenía entre las manos. - ¿Es por ahí tu casa? - Preguntó volteándose hacia donde se dirigía Gabriela.

- S… Sí. - Estaba tan atonita que no podía ni hablar. Lo estaba siguiendo pero sus pensamientos se enredaban en su mente. ¿Qué hacía él ahí? ¿Por qué? y ¿¡por qué estaba él cargando su bolsa y dirigiéndose hacia su casa!?

- ¡Mamá! - Gritó una niña que Fernando vio correr de una casa a su derecha para lanzarse en brazos de Gabriela. ¿Estaría ella llamando “mamá” a Gabriela? Había vuelto sin imaginarse que Gabriela podría haber hecho ya su vida con otra persona, su madre no le había comentado nada y él le había pedido que lo esperara pero, cinco años, cinco años es mucho tiempo y él nunca tomó contacto con ella ni ella con él…

- ¡Íris! Amor mío, ¿me estabas vigilando por la ventana? - Dijo en tono de lo que él pensaba ella quería que fuera una advertencia, pero que en realidad él se dio cuenta se trataba de un juego entre las dos, mientras ella posaba la niña en el suelo y ponía los brazos en jarra mostrando una cara de enfado fingido.

- No, solamente milaba pol la ventana cuando te vi pasal. - Contestó lindamente ceceando por la falta de dos dientecitos en la gencilla inferior.

- Hum, ¡sé! - Se rió bajándole la gorra rosa hasta taparle los ojos. - ¿Has jugado mucho con Aleciram?

- ¡Sí! - Ceceó nuevamente sin dejar de dar pinchitos por la nieve hasta detenerse en la casa vecina a la de donde había salido minutos antes.

Era una casa color amarillo bebé de dos pisos. Las persianas de las ocho ventanas estaban abiertas dejando ver el color alegre de las cortinas. Pudo notar que arriba, sin duda alguna, estaban las habitaciones; pues una tenía cortinas de un rosa chillón, igual al color de la gorra de la niña, y las otras eran de un tono lilas más claro, color que él sabía, era el favorito de Gabriela.

- Gracias por ayudarme con las compras, aunque no era necesario. - Lo sacó de sus pensamientos una vez frente a la puerta de su casa.

- De nada pero, ¿no me invitas a pasar?

- No sé si sería una buena idea. - Se murdió el labio inferior, gesto que siempre lo había atraído.

- Yo creo que al contrario, sería una excelente idea. - La contradijo sin todavía darle la bolsa.

- Mamá, tengo hambre. - Se puso la niña entre ellos tirándo del abrigo rojo de Gabriela.

- Sí, creo que seria la mejor de las ideas. - Quería saber de la vida de Gabriela, saber quién era la niña, saber si podía seguir queríendolo así como él la seguía queriendo.

La niña tiró nuevamente de su abrigo y, con un suspiro de resignación, Gabriela se volteó y abrió la puerta de madera castaño claro con un pequeño ángel dorado de adorno.

Apenas entró y pudo sentir el calor que provenía del interior. Desde el pasillo, ya podía sentir el olor de la canela, del limón, de las galletitas navideñas. Y a su derecha, pudo ver el arból de Navidad que reinaba con sus luces y adornos en un rincón del salón. La casa estaba completamente pero, subtilmente, adornada con los adornos de Navidad. El espiritu de Navidad estaba literalmente reflejado en aquel hogar y la presencia de un niño también era indescutible pues uno que otro peluche o libro se encontraba en el suelo, habían dibujos colgados en la pared, en el frigo y había las pequeñas botas rojas con una rana cerca de la puerta de entrada y de la terraza.

De lo poco que podía ver, en aquel hogar no faltaba nada y lo que rebosaba era alegría y amor. De repente, se sentía un intruso entre ellas dos y decidió que sería mejor irse, nunca debía de haber vuelto pero, en el momento en que ese sentimiento le cruzaba la mente, una pequeña mano se aferró a la suya y tiró de ella.

- ¿Dime, cómo te llamas? Yo soy Ílis.

- ¡Íris! ¿Qué modales son esos? - La reprendió Gabriela. - Perdonala Fernando, pero a veces se le olvida la buena educación.

- No te preocupes. - Aseguró con una sonrisa bajándose para quedarse a su nivel. - Me llamó Fernando y soy un viejo amigo de tu mamá.

Pelo tu no eles viejo. - Lo miró con los ojos en plato sacándole una nueva sonrisa que Gabriela, una vez más, no pudo no ver lo identica que era a la de Íris. Ojalá él no lo notara…

- Es un decir, princesa. Quiere decir que hace ya mucho tiempo que conozco a tu mamá.

- ¿Cuánto? - Ella no se acordaba de haberlo visto y a pesar de su madre decirle para no hablar a los extraños, a ella, él le caía bien, además que le había llamado de plincesa, y quería enseñarle toda su colección de muñecas y disfraces.

- Uf, desde que somos niños, hemos crecido juntos y fuimos a la escuela juntos y…

- ¿Y fuiste su novio? - Espetó maliciosamente poniendo roja a Gabriela que si pudiera, se abriría un agujero en el suelo para meterse dentro y no volver a salir.

- ¡Íris!

- No te preocupes, no pasa nada. - Aseguró nuevamente mirándola de reojo antes de volver a poner toda su atención en aquel hermoso ángelito que le recordaba a alguien, obvio que a Gabriela pero, a alguien más también. ¿A lo mejor un amigo en común? - ¿Te molestaría si lo hubieramos sido?

- ¿A mí? - Apuntó hacia sí misma. - Nananinano, ¡eles guapo! - Dijo como si eso bastara para el gran pesar de Gabriela que se cubrió el rostro con las manos sin poder evitar sonreir por el fatalismo de su hija. - ¿Quieles vel mi colección de muñecas y disflaces?

- Ah, ¿por qué tienes una colección?

- Sí pilili. - Sonrió mostrando la falta de sus dos dientes.

- Íris, seguro que Fernando tendrá cosas más importantes que hacer que mirar tus colecciones, ¿verdad Fernando?

- No, para nada. - Negó para el gran pesar de Gabriela que abrió los ojos en plato como había hecho su hija momentos antes.

- ¡Vamos entonces! - Lo tiró nuevamente de la mano corriendo hacia las escaleras.

- ¡Te prepararé entonces un café mientras! - Gritó esperando que la hubiera escuchado mientras meneaba la cabeza dirigiendose nuevamente hacia la cocina.

Cuanto más tiempo pasara con Íris, más probabilidades había de que viera los rasgos que tenían en común.

- ¡Dios mio! A dónde me fui a meter… ¿por qué hoy? ¿por qué ahora que empezaba a olvidarlo? Bueno, no es del todo cierto ¡pero lo estaba intentando!

- Dime Íris, ¿dónde está tu papá? - No estaba bien preguntarselo a la niña pero tenía miedo que Gabriela no le contestara, conocíendola como la conocía.

- No lo sé, nunca lo vi. Mila,, esta es mi muñeca favolita. - Le enseñó una muñeca de trapos con el pelo rubio y una ropa de campesina. - Me la ha legalado mamá el año pasado pol Navidad, la tenía en su tienda y yo la quelía y un día, ya no estaba, mamá dijo que una abuelita la había compladopelo mamá me engañó polqueella la había complado pala mi polque yo la quelía mucho. - La abrazó dándole un beso sonoro en la frente y la posó en su cama nuevamente antes de dirigirse hacía un armario lleno de cajas de plastico y lo llamó. - Ven, aquí están todos mis juguetes.

- Ouah, sí que tienes una gran coleción y todas muy hermosas. ¿Todas te las ha regalado tu mamá?

- Sí, y algunas mis amigas o mi abuelita de mentilita.

- ¿Tu abuelita de mentirita?

- Sí, es la abuelita Sandla. Ella es muy amiga mia y a veces me quedo a dolmil en su casa.

- ¿Y por qué dices que es de mentirita?

Polque no es mi abuelita de veldad. - Contestó inocentemente robándole una sonrisa.

- ¿Vienen a merendar? - Los llamó Gabriela desde el bajo de la escalera.

- Vamos, mamá nos llama pala comel galletitas. - Dijo contenta cogiéndole de la mano.

Nunca había tenído mucho contacto con los niños y no era que huía de ellos, pero siempre había pensado que no eran hechos para él, aunque un día sí quería tener un hijo suyo. Pero con Íris, era diferente, ella tenía los mismos ojos que su madre, aunque la mirada era distinta, y tenía una sonrisa muy angelical.

Siguió la niña y al empezar a bajar la escalera, la vio y sus ojos se encontraron para no soltarse hasta que él llegara a su altura. Se detuvo y se quedó mirándola, quería hablarle pero no sabía qué y fue Íris quien los hizo volver a caer en sí.

- ¿Nos vamos a quedal aquí? Tengo hamble.

- No, claro que no. - Sonrió Gabriela dirigiéndose hacia la cocina. ¿De qué habrían hablado ahí arriba, le habría dicho Íris algo que la comprometera? Su hija era muy tranquila pero cuando le daba, era un verdadero loro y hablaba por los codos sin medir las consequencias de sus palabras.

La cocina tenía lo suficientemente espacio para tener un balcón en medio de esta con sus seis taburetes. Había puesto a disposición café, té, leche y galletas de diferentes formas, tamaños y sabores, cada una con un aspecto más delicioso que la otra.

- Sientate Fernando, no te servi porque no sabía lo que preferías tomar.

- No te preocupes, ya me sirvo yo, gracias por permitirme estar aquí.

Gabriela asintió y se sentó mientras Íris le pedía a Fernando que se sentara a su lado.

- ¡Mila, mamá me ha preparado chocolate caliente conmalshmallows! - Exclamó euforica. Veía que le bastaba poco para contentar a la niña y se veía que tenía a su madre en un piedestal.

- Hum, ¡que suerte!

- ¿Quieres uno Fer? No sabía si te gustaría uno o no. - Dijo apenada sin darse cuenta de cómo lo había llamado, antes lo llamaba así, antes, cuando eran novios…

- Si no te molesta, me encantaría.

- ¿Vas a tomal uno como yo? - Se sorprendió mirándolo con una mirada sonriente y un bigote de chocolate.

- “Sí pilili”. - La hizo reír repitiendo sus palabras y tocándole la nariz.

Estaban teniendo gestos de cumplicidad que Gabriela no esperaba ver tan pronto y eso la asustaba, tanto que hasta se quemó sin darse cuenta, sólo cuando sintió un ardor en la palma de su mano y ya veía a Fernando dirigirse hacia ella cogiendo la cazuela de su mano y poniendo su mano debajo del agua fría.

- Es… Estoy bien, sólo me quemé un poco, estaba distraída. - Volver a sentir el calor de su mano, de su cuerpo, tan cerca le electrizaba el alma y no quería volver a sentir aquello porque cuando él se fuera, tendría que volver a reconstruir sola los pedazos rotos de su corazón y eso dolía, y mucho. Quitó su mano de la suya y volvió hacia el balcón recuperando por el camino la cazuela llenándo la taza de Fernando con chocolate y poniendo en cima cuatro marshmallows blancos, ella misma se tomaría un chocolate caliente. - Sirvete, fueron hechas por Íris y yo esta mañana. - Le tendió el plato con las galletas para que eligiera las que quisiera.

- Gracias. - Se cogió por el momento dos ángeles con canela. - ¿Así que tienes una tienda?

- ¿Cómo lo sabes? - Preguntó casi atragantándose con la galleta de chocolate y canela.

- Me lo cometó Íris al mostrarme su muñeca de trapos favorita. - Le sonrió a la niña que le retribuyó la sonrisa. Exactamente la misma sonrisa… ¡Dios mío, se había dado cuenta! Se dijo al ver el pequeño cambio de expresión en su rostro y la manera como se volteó hacia ella y la miró.

- Sí, tengo una tienda de artículos artesanales y antiguos. La abrí hace ya cuatro años y medio, poco después de que te fueras. Hasta ahora ha funcionado bien porque no hay ninguna como la mia aquí y como hay muchos turistas por estas fechas y en verano, ya sabes… - Se puso a hablar nerviosa sin parar, no podía mirarlo y había hecho añicos su galleta.

- Sí, ya lo sé, así como acabo de enterarme de algo más. - Se levantó del taburete y se dirigió hacia la puerta, vestía su abrigo negro y abría la puerta cuando Gabriela lo alcanzó y lo agarró del brazo pero su gelida mirada la hizo bajar la mano.

- ¿Podemos hablar? - No sabía que decirle pero no quería enojarse con él, no por eso y no así.

- Creo que ya está todo dicho.

- No, ¡no lo está y ahí siempre estuvo el problema! Para ti siempre estuvo “todo dicho”, siempre era todo como tu lo veías y nunca me diste la oportunidad para nada.

- Has tenido cinco años Gabriela, cinco. - Extendió los dedos de su mano enseñándoselos cerrando la puerta y yendo de un lado hacia el otro. - Y no has dicho nada así que está todo dicho.

- ¡No lo está! Por el amor de Dios Fernando, ¡no lo está! Yo tenía apenas veinte años y tu me dejaste sola, sin un sólo contacto tuyo. Cuando me di cuenta que estaba embarazada, ya estaba de cuatro meses, ya no había vuelta atrás y estaba sola, SOLA. ¿Sabes lo que eso significa? Yo no tenía a nadie, sólo a ti y me había imaginado que contigo todo sería un mar de rosas y estaríamos siempre juntos y sin embargo, me has dejado como si fuera un trapo más. Me dejaste sola y embarazada para seguir tu “american dream” y lo has logrado, y te felicito y yo también he logrado. He salido adelante, sin dinero abrí mi tienda haciendo varios prestamos, he sacado adelante a mi hija, he tratado de olvidarte porque tu me habías olvidado, o a lo mejor, nunca me habías recordado para tener que olvidarme ya que te fuiste así tan facilmente sin darle noticias a nadie, ni siquiera a tu madre que se moría de angustía por ti pensando a cada día que pasaba lo peor.

- Tenía que alejarme, hacer mis pruebas, demostrar que podía ser alguien.

- ¿Demostrarle a quién? ¿A ti mismo? ¡Pues te felicito, lo lograste! ¿Y para qué regresaste ahora? ¿Para restregarnos en la cara a todos que eres un hombre brillante de veinte y seis años, que ha logrado en la vida y tiene ya una buena fortuna? ¿A eso has venido, eh? ¿A eso?

- No, no. No vine a eso y no pongas palavras en mi boca que no haya dicho. Tu tampoco sabes lo que fue irme a los Estados Unidos sólo, con poco dinero y buscarme la vida hasta poder entrar en la univerdidad. Tu tampoco sabes lo que he sufrido por la lejanía que yo mismo había creado entre mi y los seres que amaba. Tu no lo sabes pero ahora eso no importa. Lo importante es que me ocultaste que tenía una hija y eso durante cinco años.

- ¿Y cómos querías que te lo dijera?

- Mi madre tenía mi contacto, ¿por qué no se lo pediste?

- Sí, ella lo tenía. Lo tuvo seis meses depués y yo a mi hija ya la había tenido sola, ¿crees que no me sentía dolida? ¿Crees que te iba a decir que teníamos a una hija si tu ni siquiera me querías lo suficiente para saber que quería yo? ¿Alguna vez te has preguntado si yo hubiera ido contigo? Responde, ¿alguna vez te lo preguntaste? Pues dejame decirte que sí, sí te hubiera seguido hasta el fin del mundo si me lo pidieras porque yo te amaba Fernando, yo te amaba y, lamentablemente, aun te amo. Pero eso es pasado y te estoy olvidando así como tu lo has hecho hace cinco años, así que ahora no vengas aquí, a mi casa, a reclamarme lo que pasó hace cinco años porque no tienes el derecho, no lo tienes. - Le dio la espalda para que no viera las lágrimas que amenazaban con salir.

- ¿Has dicho que me amas?

- Lo dije, y es algo que lamento desde hace cinco años porque no lo mereces, no lo mereces. Así que por favor, ahora te puedes ir.

- No, ahora me toca hablar a mi. - La cogió del brazo y la hizo voltearse quedando nuevamente frente a él. - Todo este tiempo, no he hecho más que pensar en ti. En lo cobarde que había sido al dejarte sola, pero era algo que necesitaba hacer. Y es cierto, no te he preguntado si querías venir porque sabía lo cuanto te gustaba estar aquí y no quería sacarte de tus raíces.

- Pero yo te amaba. - Dijo levantando y bajando las manos frustrada.

- Y yo también pero tenía miedo de eso tan grande que sentía, no estaba listo para amar así y si supiera que esperabas un hijo mio yo… Yo te amo Gabriela y por eso he vuelto, porque no puedo estar sin ti y ya estoy harto de buscar en otras lo que quiero tener sola y unicamente contigo. - Acercó su mano a la mejilla de Gabriela y del pulgar secó una de sus saladas lágrimas. - Te amo y ya no quiero estar sin ti. He desperdiciado demasiado tiempo de mi vida, he perdido los cinco primeros años de mi hija y no quiero desperdiciar un único año más.

- Tu, ¿tu estás seguro Fernando? Sabes perfectamente que aquí no es los Estados Unidos.

- ¿Y qué es los Estados Unidos sin ti y mi hija?

- Bueno, ¿ya van a venil comel? El chocolate ya está flio. - Los interrumpió Íris mostrándose enfadada.

- Más tarde le diremos la verdad ¿te parece? - Se acercó a ella y le besó los labios sacando una sonrisa soñadora de los labios de Íris que los cogió a ambos de la mano y los llevó hacia la cocina.

- Gracias mi ángel de la guarda por este milagro y regalo de Navidad.

- ¿Qué has dicho?

- Nada, no he dicho nada, vamos a comer antes que nuestra hija nos haga una crisis nerviosa. - Bromeó más feliz que nunca abrazando a su hombre por la cintura.

 

Por Ana Maria Carneiro

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hace 5 meses on 6 Febrero 2014 @ 8:38pm 3 notas

Capítulo 22

Depois de uns minutos que Gabo saiu do meu quarto, terminei de me arrumar. Quando estava indo em direção à sala, parei no topo da escada e fiquei observando Gabo e Fernando. Estavam brincando sentados no sofá. Fui descendo as escadas devagar. Então, parei.

 - Sabe tio Fer, agora sei que você é legal. Você gostaria de namorar minha mamãe? Eu queria ter um papai como você! - Gabo e deu um abraço em Fer.

Não pude conter minha emoção diante dessa cena, Fernando também parecia está bastante emocionado com o que Gabo lhe disse. Limpei umas lágrimas que tinham rolado pelo meu rosto. Peguei um pequeno espelho, que estava em minha bolsa, para ver se não tinha borrado a maquiagem. Ufa, estava tudo perfeito! Fui até eles sorrindo. Ainda estavam abraçados e quando Fernando ia dizer algo… Apareci diante deles. Eles se soltaram e Gabo sentou no colo de Fer.

 - O que vocês estavam fazendo? - Perguntei sorrindo

- Estava dando um abraço no tio Fer para agradecer o presente. - Gabo disse e piscou para Fernando como se fosse para ele guardar um segredo.

- É verdade! - Fernando disse sorrindo - Seu filho é incrível, Gaby!

Sorri para os dois, tinha vontade de abraçá-los, ver os dois assim me fazia muito feliz. Fomos ao mesmo restaurante perto do parque que Fernando me levou na primeira vez que nos beijamos. Quando percebi que era o mesmo restaurante nos olhamos e sorrimos um para o outro. Falamos que Gabo poderia escolher o jantar e então, ele escolheu pizza e foi isso que nós comemos. Comemos, rimos das coisas que Gabo falava e eu observava como ele se dava bem com Fer, como gostavam das mesmas coisas, tinham imensa afinidade. Eu deveria estar chateada por estar sendo excluída da “conversa de garotos”, mas gostava de vê-los assim e isso me deixava feliz. Depois que acabamos de comer fomos ao parque do lado do restaurante para tomar sorvete e para Gabo andar em sua moto, como ele tanto queria.

 Tomamos o sorvete sentados os três em um banco do parque, Gabonos melava e nós o melávamos também. Foi muito divertido, como se voltasse a ser criança. Quando terminamos de tomar o sorvete Gabo pegou nossas mãos e de mãos dadas, nos levou até os balanços.

- Fiquem sentados aí enquanto vou andar na minha moto, certo? - Disse e piscou para Fernando.

Inacreditável, Gabo estava querendo ser nosso cupido, queria dizer a ele que não precisava que eu e Fer já estávamos juntos, mas achei melhor esperar mais um pouco. Eu e Fernando rimos do que Gabo fez, mas ficamos sentados conversando, enquanto Gabo dava voltas na sua moto. Às vezes ele parava para nos observar e depois voltava a brincar. Fer me dizia que estava muito feliz por ter conseguido conquistar Gabo e eu lhe dizia que estava mais feliz ainda por isso. Olhei no relógio e eram 22h, já estava tarde, Gabo precisava ir para casa, já passava da hora dele dormir.

- Fer, temos que ir, já está ficando muito tarde!

Levantamos dos balanços e fomos até Gabo.

- Meu amor, temos que ir, já passou da sua hora de dormir. - Disse a ele sorrindo

- Mas mamãe, não estou cansado! Quero brincar mais! - Gabo me disse fazendo biquinho

- Te prometo que outro dia voltamos com o tio Fer e brincamos mais, mas agora temos que ir.

 - Sim, Gabo! Quando você quiser, te trago de novo para brincar! - Fernando lhe disse sorrindo

 - Prometem? - Gabo nos perguntou

- Prometemos! - Respondemos os dois em uníssono.

Chegamos à frente da minha casa minutos depois, Fernando me ajudou a guardar a moto. Peguei Gabo no colo e fomos até a porta com Fernando.

- Tchau, Gabo! O jantar foi incrível, obrigado pelo convite!

- Tchau, tio! Foi muito legal mesmo a noite!

- Tchau, Gaby! Nos falamos depois!

- Ok, Fer! Tchau, boa noite! Obrigada por tudo!

 Ai, como eu queria beijá-lo, estava com saudades dos seus beijos e carícias. Ele deu um beijo na bochecha de Gabo e deu a volta para entrar no carro.

- Ei, tio!

- Oi! - Disse Fer, virando para olhar Gabo

 - Você não vai dar um beijo na minha mãe? - Gabo perguntou

- Ah, claro! Como pude esquecer! - Disse Fernando, veio até mim, deu um beijo na minha bochecha e sorriu.

- Não, tio Fer! Assim não! Adultos beijam na boca! - Desceu do meu colo, cruzou os braços, nos olhou e disse - Estou cansado de te explicar as coisas, tio Fer! Pensei que tivesse aprendido no parque. Vocês adultos não aprendem nunca! - Fez uma careta e eu e Fernando rimos. - Vai, tio Fer! Eu e a minha mamãe estamos esperando ainda! - Disse com uma cara impaciente.

Eu e Fernando rimos mais uma vez.

 - Gabo! Não faça isso. Está deixando o tio Fer sem jeito! Amigos beijam na bochecha, mesmo sendo adultos! Pare com isso… - Não pude terminar a frase, Fer me deu um selinho, um pouco demorado, mas um selinho. Gabo olhou e sorriu.

- Isso, tio Fer! Assim que se faz! - Disse isso e entrou em casa pulando, feliz da vida.

- Desculpe, eu não podia desapontar uma criança de cinco anos, ele esperava que eu fizesse isso. - Fer me disse sorrindo e eu sorri de volta para ele.

Gabo já voltava para perto de nós, pulando, quando Fer me disse rápido e baixo para que Gabo não ouvisse

- Se ele não estivesse aqui o beijo seria bem mais intenso e duradouro. Estou morrendo de saudades de você, meu amor! - Alisou meu rosto delicadamente e quando eu iria responder Gabo já estava ao nosso lado novamente. Então, Fer entrou no carro e nós entramos em casa. Dei banho em Gabo e rapidamente ele pegou no sono, super feliz com tudo que havia acontecido naquele dia.

Escrito por: Juliana Sampaio <3 (https://twitter.com/JuSaampaio) com o auxílio de outra autora.

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hace 5 meses on 6 Febrero 2014 @ 8:21pm 2 notas

Capítulo XI (por Fernando)

“Platicar con Gabriela en aquella noche me hizo muy bien, de cierta manera se rompió aquel hielo que nos acompañaba hace algunos días, y hacía de nuestras actitudes inconsecuentes e infantiles. Además de haber disfrutado de su agradable compañía, gané un poco más de esperanza y optimismo en la búsqueda de conquistar su amor. Sé que había afirmado para mí mismo que iba a olvidarla y dejarla seguir su camino, llegué muchas veces a pensar que ella no se quedaría aquí en la provincia por mucho tiempo, que pronto se iba a cansar de esa vida quedita y que iba a volver corriendo hasta el D.F. Pero a lo largo de nuestra plática, pude ver en sus ojos que aún existía una oportunidad, aunque frágil, pero viva, una oportunidad de poder vivir con ella la felicidad que ella merecía tras tantas decepciones que había soportado. Pero a la vez, sabía que para dar el primer, o segundo paso tan importante, también debía aclarar algunas cosas de mi vida y de mi pasado, ya que de cierta manera aún están presentes conmigo…”

Cuando volví a la habitación de Isabel, la encontré en una distraída charla con sus padres. Desde lo que sucedió, he evitado acercarme de aquella familia, sé que no tuve nada que ver con el caso pero sería egoísmo de mi parte sentirme cómodo ante tal importante pareja. Lo que pasó fue algo extremamente doloroso, un dolor que no tiene nombre ni apodo, creí en el fondo de mi alma que jamás pudiera superar y que el alejamiento sería la mejor solución.

- Con permiso señores, ¿puedo pasar? – pregunté aún con la puerta entreabierta.

- Qué pregunta Fer, ¡claro que sí! Pasa… - ella hizo una señal con la mano y entré algo avergonzado.

- ¿Por qué ese incómodo joven? Sé que no nos hablamos con mucha frecuencia, pero le puedo asegurar que mi esposa ni yo mordemos o espantamos a alguien… - dijo su padre en tono serio, y ciertamente aún no estaba totalmente enterado sobre el incidente de su hija.

- No es por nada Señor Alcalde, simplemente no quería molestarles… Fue solamente por educación.

- Entiendo… Pero vamos, siéntese…

- ¡Gracias! – amablemente él apoyó la mano en mi hombro antes de alejarse de nosotros, y yo me senté cerca de la cama de Isabel.

- ¿Y qué onda wey? ¿Lista pa otra? – bromeé pensando en romper aquel mal rato, mientras sus padres platicaban más distantes en un rincón de la habitación.

- No bromees Fer, fue peor de lo que pensé… Nunca me caí tan feo en toda mi vida…

- Perdóname Isa, creo que me descuidé y causé todo eso… Soy un imbécil…

- ¡Ay párale Fernando! Es lógico que no fue tu culpa, no seas niño… Mira, me darán de alta mañana mismo, tempranito. Sólo volveré al hospital para quitarme el yeso… Tranquilízate, te estoy notando inquieto desde temprano.

- Gracias a Dios que no fue nada más grave. No te lo voy a mentir, sí estoy muy preocupado por ti, tú lo sabes… ¿Imagina si hubiera ocurrido algo peor contigo? ¿Y tus padres? La reacción de ellos ciertamente no sería tan pacífica como esa de hoy…

- Hey… Pérate un rato… ¡Ya sé de lo que estás hablando y sé hasta dónde quieres llegar! Pero mira Fernando eso no tiene nada que ver con lo que sucedió hace 4 años. Tú sabes muy bien de eso, ¿sí? Y no te ayuda nada estar así, de angustiado. Tuviste un susto, otro gran susto pero mírame, estoy aquí… No me golpeé la cabeza, estoy sana. Fer, es difícil superarlo, lo sé, pero no queda más remedio… Desafortunadamente no hay una forma de volver el tiempo y cambiar las cosas. Sólo nos queda aceptarlo… - cuando Isabel terminó de decirlo, sus padres salieron de la habitación, parecían molestos con el rumbo de aquella conversación.

-  Todavía es muy complicado tomarlo todo de frente, a veces los recuerdos vuelven… No puedo olvidarlo, quiero encararlo todo como un mal sueño, pero al abrir mis ojos toda mañana, me doy cuenta que fue verdad. No puedo, no puedo olvidarlo…

- Ninguno de nosotros conseguimos Fer. Ha sido los peores años, cada día que pasa, que nos levantamos, retomamos nuestros quehaceres, es una victoria para mí, para mis padres y para ti… Nadie dijo que iba a ser fácil…

- Es cierto… Lo peor es que llegué a decir que no estaba preocupado, pero después me di cuenta de que…

- Pero por todo que es más sagrado Fernando, cambiemos de tema porque eso me deja muy triste, me destroza el alma… No te culpes por algo que no tienes culpa, vive tu vida de la mejor manera posible. Son 4 años Fer, no son 1, ni 2, tampoco 3, son 4 ¿y tú así en ese mar de tristeza? Date una oportunidad para que puedas empezar desde cero. Debemos hacer diferente… ¿Recordar? Claro que sí, pero recordar buenos momentos, las celebraciones de fin de año… ¿Te acuerdas? – ella me interrumpió.

- Claro que sí me acuerdo, no participaba siempre, pero de los que he presenciado puedo decir que fueron muy lindos…

- Entonces… Es así que quiero verte, con una sonrisa en la cara, y nada, mírame, nada de tristeza eh… ¿Me prometes que no vas a entristecerte?

- Isabel, sabes lo cuán es difícil pero sí… Lo prometo. Por lo menos voy a intentarlo… - nos silenciamos por un rato y luego ella me dijo.

- Bueno y… Cambiando de tema, ¡el festival! Cielos, ¿cómo vamos hacer? No podré presentarme…

- Sí, es justamente sobre eso que quisiera hablar contigo… Debido a las circunstancias, va a ser casi imposible que te presentes, entonces me tomé la libertad de invitar otra persona para presentarse conmigo, alguien muy especial, que sin duda pues, hará un lindo trabajo.

- ¿En serio? ¡Qué rápido eres! ¿La conozco?

- No sé, pero la conozco yo… Ella se llama Gabriela. Gabriela Spanic. Una de las personas más dulces que he conocido en los últimos tiempos…

- Hmmm… Por lo que veo ella es más que una simple compañera de festival, ¿no es así?

- Ay quien pudiera Isabel, desafortunadamente creo que no soy suficiente para ella, pero en fin… Sin querer ser como un vidente, espero que las cosas se arreglen por si solas… Pero dime, ¿qué crees tú?

- Creo que es más que obvio que me estás hablando sin pensar, pero vale, no voy a meterme en tu vida, te apoyo, sólo pienso que ella no va a conseguir aprender toda la coreografía hasta el festival, es muy difícil… A no ser que ella sea tan buena bailarina como yo…

- Cualquier cosa cambiamos algo, no hacemos la coreografía, no sé, lo importante mismo es que Gaby acepte presentarse conmigo, porque su voz, ésa sí conquistará a todos…

- Hm, ¡siendo así echaré porras! Y ah, con toda la certeza estaré presente en la platea, eso no podré perderlo…

- ¿En serio? Si vas serás muy bienvenida Isa, ese festival tiene tu cara… No puedo olvidar que fuiste tú la que me incentivó a participar…

- Pues sí, soy importante en tu vida ¿ves? Por esa razón debes seguir mis consejos…

- Sólo tú Isabel… Bueno, me voy… Tengo que llamar a Gaby, saber si ella va a aceptar…

- Vale, ¡buena suerte!

Salí del hospital corriendo, literalmente, y en cuanto llegué a casa le llamé a Gaby, después de aquella plática con Isabel y en medio a los conflictos que me incomodaban, necesitaba más que nunca oír su voz otra vez, lo más pronto posible, diciéndome que estaba bien, y que aceptaría mi invitación.

Escrito por: Patrícia Duarte <3 (https://twitter.com/patysduaarte

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hace 5 meses on 5 Febrero 2014 @ 3:41pm 2 notas
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